movimento balfolk
movimento balfolk

baile folk ou danças tradicionais europeias. o que são?

 

explicar o que é o folk não é tarefa fácil, inclusivamente para os seus participantes, tanto bailadores como músicos. eventualmente poderá existir a tendência de o confundir com a dança folclórica, mas as diferenças entre ambos são evidentes.

comecemos, portanto, por clarificar o que é o folclore:

os ranchos folclóricos ou a dança folclórica, limita-se a apresentar danças tradicionais de uma determinada região ou de um país, tendo como principal objectivo representar uma herança cultural da forma mais pura possível, o que se faz através de demonstrações coreografadas em trajes tradicionais, nas quais o público não participa.

no baile folk, ou balfolk, como se diz na Europa, tudo se passa de forma bastante distinta, sendo que a abertura da própria dança à inovação, à interpretação individual, à fusão com outros estilos e a participação activa do público, são as maiores diferenças a destacar. não existem trajes obrigatórios – apenas calçado confortável! – e a herança e origem histórica das danças não estão tão relacionadas com a memória de um povo, mas sim intrinsecamente ligadas ao prazer da dança em si mesma e da sua vivência no presente.

num baile folk, dançam-se composições tradicionais originais ou arranjos de músicas e melodias tradicionais - ao vivo ou em formato gravado - próprias para que o público dance, existindo uma enorme variedade de danças, maioritariamente de origem europeia: valsas, mazurkas, polskas, schottisches, chapelloises, círculos circassianos, andros, bourrées, repasseados, viras, fandangos e muito mais. 
com este tipo de danças, pode quase passar-se um baile inteiro sem repetir uma única dança, ao passo que o mesmo não acontece com outros estilos de dança, como o tango, o lindy-hop ou o forró, para dar alguns exemplos.

nestas danças, impera a diversidade: das danças enérgicas às mais introspectivas, até às danças a pares, em trios, em quadrilha, em linha, em colunas ou em roda, esta é uma das características mais apelativas deste movimento.
as danças de grupo promovem uma atmosfera de partilha, que reside no facto de que todos dançam com todos e as danças a par, oferecem momentos mais íntimos e de maior improvisação. outra das características mais determinantes destas danças, é o facto de serem relativamente fáceis de aprender, o que não só facilita a iniciação para qualquer pessoa, mesmo que seja a primeira vez num baile deste tipo, como promove a inclusão de todos quantos queiram participar. 

um pouco por toda a Europa, em especial na Bélgica e em França, onde estes movimentos têm a sua maior expressão, sobretudo desde os anos 70, para além de bailes, existem vários festivais – como o Boombal (Be), Gennetines (Fr), Cadansa (Nl), Berguedá Folk (Es), Raíz d’Aldeia (Pt) – onde se concentram bandas e grupos musicais de todos os cantos para animar bailes com música ao vivo e onde também se dinamizam oficinas de dança e de música folk, um estilo musical enraizado na tradição de cada país, sobretudo no que diz respeito aos instrumentos, às composições e ao estilo das músicas. ainda assim, no que toca aos arranjos, estes são bastante abertos à liberdade interpretativa de cada banda, que poderá recorrer a linguagens mais contemporâneas e progressivas.

em todo o caso e antes de tudo o resto, o folk são sorrisos, bem-estar, partilha, abraços, momentos para guardar no bolso, encontros e reencontros.

a nossa sugestão: aparecer num baile-folk e comprovar tudo isto pelos próprios olhos... ou pés!


fontes: 
http://www.frissefolk.be/
wikipedia