schottische
schottische
boémia

origem

a expressão «schottische» ou «schottisch», que significa «escocesa» em Alemão, surge da referência a um tipo de contradança de origem escocesa, dançada em compasso de 2/4, especialmente popular em França e Inglaterra no final do século XVIII e início do XIX.

a «schottische» era descrita como uma polca lenta, resultante da influência da «escocesa», também conhecida como «polca escocesa», e da «polca» oriunda da região da Boémia. transformou-se numa dança típica dos salões de Viena e acabou por entrar em Inglaterra nos meados do século XIX, na época de maior furor da polca, com o nome de «polca alemã». talvez também por esta razão a sua origem seja com frequência atribuída simultaneamente à região da Boémia e à Alemanha.

a sua popularidade coincidiu com a introdução do acordeão (ou concertina), difundindo-se pela Europa e além do Atlântico.

em Portugal, à imagem de muitas outras «modas», a schottische surge como dança de salão das grandes casas da burguesia e é assimilada e adaptada pelo povo «ao seu jeito e ao seu gosto», que a apelida de «chotiça». esta dança de origem palaciana foi assim introduzida nos bailes, bodas de casamento e outras festas, adquirindo um lugar de destaque no repertório de danças populares.
ainda hoje é tocada e dançada por diversos grupos etnográficos e ranchos folclóricos, sendo as mais comuns as chotiças batidas e as chotiças corridas.

no Brasil o passo da schottische é conhecido pelo nome de xote, xótis ou chótis, levado por José Maria Toussaint, em 1851, e tornou-se apreciado como dança da elite no período do Segundo Reinado. quando os escravos negros aprenderam alguns passos da dança e acrescentaram a sua maneira peculiar de bailado, a schottische foi apropriada pelo gosto popular com o nome de «xótis» ou simplesmente «xote».

 

ritmo

binário ou quaternário

 

fontes

wikipédia
attambur.com